Livro: Perdido em Marte
Autor: Andy Weir
Página:336
Gênero: Ficção Cientifica

Sinopse: “Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho. Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu em um terrível acidente. Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam anos antes da chegada de um possível resgate. Ainda assim, Mark não está disposto a desistir. Munido de nada além de curiosidade e de suas habilidades de engenheiro e botânico e um senso de humor inabalável , ele embarca numa luta obstinada pela sobrevivência. Para isso, será o primeiro homem a plantar batatas em Marte e, usando uma genial mistura de cálculos e fita adesiva, vai elaborar um plano para entrar em contato com a Nasa e, quem sabe, sair vivo de lá. Com um forte embasamento científico real e moderno, Perdido em Marte é um suspense memorável e divertido, impulsionado por uma trama que não para de surpreender o leitor.”

Mais um da série se aventura pelos gêneros literários.
A Editora Arqueiro tem me despertado tanta curiosidade com seus lançamentos, que nunca tinha saído tanto da minha zona de conforto literária.

“Perdido em Marte” é um livro engraçado, dinâmico, mas em muitas partes cansativo. Ele apresenta uma proposta fora do que estou habituada, enredos diretos e objetivos. Não digo que é uma escrita ruim,  pelo contrário, mas para uma pessoa um tanto leiga nessa areá de ficção científica e afins, muitos trechos se tornam desnecessários e extremamente enfadonho. Enfim… vamos a resenha.

O botânico Mark Watney é um dos tripulantes da Hermes que faz um expedição em Marte. Numa noite toda a tripulação é pega por uma tempestade de areia e os obriga a abortar a missão.

Em meio a intempérie Mark é atingido por destroços de uma antena de comunicação, sendo considerado morto pela equipe que decola as pressas do planeta.
A partir daí vamos ler as incansáveis tentativas do protagonista em sobreviver sozinho em um planeta inóspito até a próxima missão tripulada à Marte, que será praticamente daqui 4 anos.

Apesar de tantos cálculos, tantas probabilidades, tenho que confessar que a base são todas admissíveis e se tratando de um botânico em busca de sobrevivência nada mais certo do que o escape seja tentar cultivar para não morrer de fome e tentar de alguma maneira se comunicar com a Terra.
Cultivar não é nada de outro mundo, a não ser que você esteja em Marte onde não tem água e o solo não possui nenhum tipo de nutriente.

Então, esta é a situação: estou perdido em Marte. Não tenho como me comunicar com a Hermes nem com a Terra. Todos acham que estou morto. Estou em um Hab projetado para durar 31 dias.Se o oxigenador quebrar, vou sufocar. Se o reaproveitador de água quebrar, vou morrer de sede. Se o Hab se romper, vou explodir. Se nada disso acontecer, vou ficar sem alimento e acabar morrendo de fome.  Então, é isso mesmo. Estou ferrado.       – Página 14

A evidencia de que ele está vivo e abandonado no planeta vermelho, não tarda a se revelar para Nasa, que após observar algumas imagens de monitoramento do planeta percebem que está havendo movimentação sejam elas em equipamentos ou em simples células solares varridas que precisam da luz do sol para gerar eletricidade. Com a descoberta a Nasa se dedica a conseguir uma comunicação com Mark. Para enfim poder calcular a dimensão do problema que possuem. Todos os olhos da imprensa e do governo estão voltados para os próximos passos da agencia espacial.

“Fico pensando se algum dia vão descobrir o que realmente aconteceu. Tenho estado tão ocupado tentando me manter vivo que nunca pensei no que meus pais devem estar passando. Neste momento, estão sentindo a pior dor que alguém pode suportar. Eu daria tudo para avisá-los que ainda estou vivo. Acho que vou ter que sobreviver para me redimir”. – Página 22

O livro é basicamente o diário de bordo do patagonista, só fugindo da regra quando lemos em terceira pessoa o desdobrar dos terrestres para manter o botânico vivo a tempo de ser resgatado. Para isso é usado muita engenhosidade por ambas as partes, mas como disse anteriormente, tudo é plausível. E para quem espera um drama, afinal a situação seria desesperadora para qualquer um, o livro é extremamente divertido, com um protagonista irônico e com uma personalidade muito bem trabalhada pelo autor.

 

 

Como todos sabem, o livro virou filme e claro que está concorrendo ao Oscar.
Eu vi o filme após a leitura do livro e me apaixonei ainda mais, pois o ator soube interpretar Mark de forma inenarrável. Tudo de maneira  direta, mas autentico ao livro, não é aquele livro que temos vontade de bater no roteirista. Acredito que este fez a lição de casa.

Então torço para que eles levem sua tão merecida estatueta.

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0 thoughts on “Perdido em Marte.

  1. Como fã de ficção científica, quero conferir a obra. O fato do livro não ter partido tanto para o lado dramático, mas para o humor também me agrada. Além disso, tudo ser bem plausível é um ponto muito importante em um enredo como esse.
    Ótima resenha.

    Desbrava(dores) de livros – Participe do top comentarista de fevereiro. Serão dois vencedores!

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