A reclamação mais comum entre os asidos leitores, sem duvida alguma é as adaptações cinematográficas dos livros que sempre deixam a desejar.  Agora imagina se você é o autor do livro e autoriza uma adaptação que não sai lá grandes coisas?!

Está matéria super legal está completa la no site Adoro Cinema e aqui escolhemos alguns para vocês terem uma ideia da indignação de alguns escritores em relação a estas adaptações. 

 

Anthony Burgess disse: O livro Laranja Mecânica ficou conhecido como a matéria prima para um filme que parece glorificar o sexo e a violência.O filme induziu os leitores à má interpretação da história, e essa confusão vai me perseguir até a morte. Eu não deveria ter escrito o livro por causa do perigo da interpretação errada”.

 
 
 
 
 


 
 






O escritor Roald Dahl classificou como “podre” (“crummy”) a versão cinematográfica de seu livro “A Fantástica Fábrica de Chocolate” para os cinemas em 1971. Quer saber o que ele achou da interpretação de Gene Wilder como Willy Wonka? “Pretensiosa” e “saltitante” foram as palavras que ele usou na época. Ficou descontente com a ênfase dada a Wonka no lugar de Charlie.

 
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       Ken Kesey, autor do livro Um Estranho no Ninho não concordava com a escalação (veja só) de Jack Nicholson (preferia Gene Hackman para o papel principal). Ele ficou decepcionado também com a mudança do ponto de vista do personagem central (no livro, Bromden é quem narra a história, mas o protagonismo de um índio surdo mudo não era necessariamente o que os estúdios imaginavam como um hit de bilheterias). Assim, Kesey alegou nunca ter visto o filme. Mas sua esposa confessou, depois da morte do marido, que ele se orgulhava da história ter sido filmada – o que não quer dizer que aprovava.
 
 




Palavras de Stephen King: “Eu já admirava o [Stanley] Kubrick (de novo não!!!) há um tempo e tinha grandes expectativas em relação ao projeto, mas o resultado final me desapontou profundamente. Kubrick não conseguiu alcançar o tom de maldade do hotel. Então, ele optou por procurar a maldade nos personagens e transformou o filme numa tragédia doméstica com tons apenas vagamente sobrenaturais”. “Essa foi a falha básica: como ele não acreditava, ele não conseguiu tornar o filme crível para a audiência”.








O autor do livro Forrest Gump – o Contador de Histórias, Winston Groom ficou irritado com a forma como Hollywood tratou a história, omitindo certas tramas e suavizando as cenas de sexo e a linguagem. O desabafo faz parte de uma treta que chegou à instância judicial.

Eu escolhi alguns dos filmes que eu assisti e claro que adoraria ter lido todos os livros, mas se você quer ver os outros filmes confira toda a matéria aqui.

0 thoughts on “Reprovado!

  1. Oi Camila
    Eu sempre penso nisso quando vejo uma adaptação ruim. Penso: se os leitores reprovaram, quem dirá os autores. Eu sei que eu no lugar deles ficaria puta. Acho que os roteiristas deviam entregar um exemplar do livro pros atores e falar: Tá ai seu roteiro.
    Beijinhos

    Vidas em Preto e Branco 

  2. Deve ser horrível escrever um livro e depois vê-lo destroçado em um filme que o envergonha. Acredito que isso deve acontecer também com séries de TV. Eu, por exemplo, não vejo praticamente semelhança nenhuma nos livros de Diários do Vampiro e na série The Vampire Diaries. A história foi tão modificada que parece mais um outro enredo com os mesmos nomes. Beijinhos, Beatriz.

    http://www.odiariodeumaescritorainiciante.blogspot.com.br

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