Inclusão vem do latim includere e no sentido etimológico, significa conter em, compreender, fazer parte de, ou participar de. E, quando falamos de inclusão, falamos de deixar algo ou alguém, que está fora ou excluído de algum lugar, fazer parte daquilo.

Ok. Linda e superprática a explicação não é? Pois é, mas infelizmente a realidade é bem distante da teoria.


A falta de inclusão, ou melhor, a exclusão existe em todos os momentos e vinda de todos os lados. Pergunte para a mãe que tem um filho autista, com Sindrome de Down ou até mesmo com a Síndrome de Tourette, que em alguns casos aparece de forma branda. Ser rejeitado ou discriminado, de qualquer forma ou em qualquer situação, é difícil, constrangedor e inaceitável. Ainda mais sabendo que todos nós temos os mesmos direitos. Ou deveríamos ter. 

Vou citar um exemplo simples e que, com certeza, você, caro leitor, em algum momento – ou em todos – concordará comigo.

Você já teve a oportunidade de acompanhar o passeio de um cadeirante? Já presenciou a dificuldade que eles enfrentam ao passar pelas  calçadas completamente despreparadas ?  Ou então já tentou matricular seu filho autista em uma escola? Sim, sim eu sei que tem escolas que matriculam. O problema está aí! Exatamente no “tem escolas que” quando deveria ser  “todas as escolas”. É lei. A escola tem que matricular, porém, a realidade novamente é muito diferente da expectativa. E quando acontece finalmente a matrícula , falta preparo. Algumas instituições abrem suas portas, mas não tem capacitação de profissionais e nem um espaço físico adequado, porque essa “inclusão” não é tão inclusiva assim. Eu poderia ficar aqui citando inúmeros exemplos da falta de inclusão que há em cada canto da nossa sociedade. .

O governo, muitas escolas, adultos, adolescentes,familiares, amigos, professores, a sociedade de forma geral não é preparada para lidar com as diferenças. Os pais são exemplo para os filhos, e se eles demonstram preconceito, ou pensam – ele é um bom menino,, mas não serve para ficar perto de mim – os seus filhos, queridos, acabarão seguindo o mesmo pensamento. E se a maioria pensar assim, o “bom menino” ficará excluído.

Agora eu te pergunto: Se nós, adultos, que somos bem grandinhos para entender as diferenças, que sabemos o que é certo e o que é errado agimos assim, o que esperar dos mais jovens? 

Então precisamos criar meios para que a inclusão seja tratada da forma que deveria, com os mesmos direitos de tantos outros assuntos. Com naturalidade. Sabem por quê?  Porque TODOS NÓS somos diferentes. TODOS! Somos únicos, cada pessoa é única, porém a maioria  segue uma “massa”, um padrão social, e quando a diferença é “escancarada” e foge do que se diz um padrão “normal”,então acontece a exclusão.

É triste isso, mas infelizmente é a realidade. E é nesse momento que a literatura inclusiva infantil  chega para ajudar, e levar de forma leve, muitos assuntos que a maioria das pessoas tenta evitar, se esquivar,desconversar.

É nítido que não somos uma sociedade preparada para lidar com as diferenças. Isso é um fato. Então precisamos romper tabus, quebrar alguns paradigmas e SIM! Tocar no assunto. Conversar, explicar, uma, duas, vinte vezes se necessário. Sem medo. Sem hipocrisia. Sem julgamentos. 

Quem sabe assim, um dia, tenhamos o privilégio de viver em uma sociedade onde as pessoas olhem para o seu coração antes de contar quantas pernas ou braços você tem, e queiram conhecer quem você é, e não o julguem pela diferença que você tem. Mesmo que todos digam, de forma linda na teoria, que SER DIFERENTE É NORMAL.

Sonho por um dia que essa frase saia do papel e entre em todos os corações. E tenho certeza que a literatura inclusiva é um instrumento extremamente necessário para que isso aconteça.

Um abraço inclusivo,

Pâmela C. Lopes.



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